Cooperativismo reforça papel no bem-estar financeiro do país
21/05/2026
Nesta quarta-feira (20), o Sistema OCB esteve presente em debates sobre saúde financeira, inclusão e desenvolvimento sustentável no Fórum de Bem-Estar Financeiro, promovido pelo Sicredi, em São Paulo. A presidente executiva da entidade, Tania Zanella, participou do painel Além do dinheiro: o que influencia o bem-estar financeiro?, ao lado de especialistas do mercado financeiro, educação financeira e inovação.
O evento reuniu mais de 400 participantes de instituições como Banco Central, Febraban, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e representantes do ecossistema financeiro brasileiro para discutir os desafios e caminhos para a construção de uma sociedade financeiramente mais saudável.
Durante sua participação, Tania destacou que o cooperativismo vai além de um modelo econômico e tem como base a construção coletiva de soluções, com participação ativa das pessoas e foco no desenvolvimento das comunidades. “Bem-estar financeiro é mais que ter dinheiro. Significa acesso, informação, oportunidade e segurança para que as pessoas possam fazer escolhas melhores para a própria vida. O cooperativismo nasce exatamente para essa busca de soluções em conjunto, e isso faz diferença real no dia a dia das comunidades”, afirmou.
A presidente ressaltou que o debate sobre educação financeira ganhou mais espaço no Brasil nos últimos anos, especialmente diante do aumento do endividamento das famílias e das mudanças provocadas pela digitalização do sistema financeiro. “Durante muito tempo, falar sobre dinheiro era um assunto evitado dentro das famílias e até nas instituições. Hoje, ao contrário, existe uma busca muito maior por informação e compreensão sobre como lidar com as finanças. Isso exige que as organizações estejam mais próximas das pessoas e se comuniquem de forma mais clara e acessível”, acrescentou.
Sustentabilidade
Ela também reforçou a contribuição estrutural das cooperativas para a inclusão financeira no país. Segundo dados do AnuárioCoop 2025, apresentados durante o debate, o cooperativismo reúne cerca de 26 milhões de cooperados e está presente em mais de 3,5 mil municípios brasileiros. Em quase 500 cidades, as cooperativas de crédito representam a única opção de acesso a serviços financeiros. “O cooperativismo chega em lugares onde muitas vezes outras estruturas ainda não conseguiram chegar. Isso movimenta a economia local, fortalece pequenos negócios e cria relações financeiras mais próximas e sustentáveis para as pessoas”.
Ao abordar o papel das instituições na promoção do bem-estar financeiro, Tania defendeu que a contribuição vai além de ações educativas e passa também pela forma como as organizações se relacionam com seus públicos. “No cooperativismo, as pessoas participam das decisões, acompanham os resultados e entendem que fazem parte daquela construção. Essa proximidade cria confiança e ajuda a desenvolver uma relação mais consciente e equilibrada com a vida financeira”, completou. Para ela, iniciativas desenvolvidas pelo cooperativismo para ampliar o alcance da educação financeira e aproximar o tema da população, como a campanha Escolha o Coop, buscam mostrar de forma acessível os diferenciais do modelo cooperativista.
O painel contou ainda com a participação de César Gioda Bochi, diretor presidente do Sicredi; Dirlene Silva, fundadora e CEO da DS Estratégias de Educação & Inteligência Financeira; e Vivian Rodrigues, CO-Founder da Nossa – Escola para Planejadores Financeiros. A mediação ficou sob a responsabilidade da jornalista Christiane Pelajo. “O cooperativismo já pratica há décadas um modelo baseado em participação, equilíbrio e desenvolvimento coletivo. Discutir bem-estar financeiro é também discutir relações mais humanas, mais conscientes e mais sustentáveis para o futuro”, finalizou Tania.
Sistema OCB