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Mulheres são apenas 27,6% dos empregadores no Rio Grande do Norte, oitava pior proporção do país

17/03/2026

As mulheres representam 27,6% dos empregadores no Rio Grande do Norte, segundo dados do IBGE de novembro de 2025. Em números absolutos, cerca de 15 mil mulheres estão à frente de negócios que geram empregos no estado. A proporção coloca o Rio Grande do Norte como a oitava pior do país e a quarta do Nordeste neste indicador. O percentual revela uma diferença significativa entre homens e mulheres no comando de empresas: para cada mulher empregadora, existem aproximadamente 2,5 homens na mesma condição.

A presença feminina entre empregadores costuma ampliar a inserção de outras mulheres no mercado de trabalho. Levantamento do Sebrae indica que cerca de 73% dos negócios liderados por mulheres possuem força de trabalho majoritariamente feminina. “Na prática, isso significa que o empreendedorismo feminino tende a gerar oportunidades para outras mulheres, criando redes de trabalho e renda dentro das próprias comunidades e ampliando possibilidades de mobilidade social”, afirma Joana Macêdo, assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo na Central Sicredi Nordeste.

Em âmbito nacional, o movimento também aparece nos números da instituição financeira cooperativa. Em 2025, o Sicredi encerrou o ano com uma carteira de crédito superior a R$ 17,5 bilhões direcionada a empresas lideradas por mulheres. O valor representa um crescimento de mais de 12% em relação a 2024.

Além das linhas de financiamento, a instituição também mantém iniciativas voltadas à formação e à liderança feminina. Entre elas está o Curso Mulher Empreendedora, criado em 2023 para apoiar o desenvolvimento de pequenos negócios. Outra iniciativa é o Comitê Mulher, que reúne participantes em atividades voltadas à liderança e à participação feminina em espaços de decisão dentro das cooperativas.

Para a assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo na Central Sicredi Nordeste, o empreendedorismo feminino possui um efeito multiplicador dentro das economias locais, especialmente quando as empresas passam a gerar empregos. “Quando uma mulher empreende e começa a contratar, ela não está apenas ampliando um negócio. Em muitos casos, está criando oportunidades para outras mulheres que, por diferentes razões, encontram mais dificuldades para acessar o mercado de trabalho”, afirma.

Segundo ela, o acesso a crédito e a programas de capacitação tem sido um dos caminhos para reduzir as barreiras que ainda limitam a presença feminina entre empregadores. “A oferta de crédito, aliada à orientação e à educação financeira, ajuda a transformar ideias em negócios estruturados. Isso cria condições para que essas empresas cresçam e passem a gerar emprego e renda nas comunidades onde estão inseridas”, explica.

Diante dos dados que mostram a participação feminina ainda menor entre empregadores no Rio Grande do Norte, Joana avalia que o cenário revela um desafio que exige continuidade nas iniciativas de apoio ao empreendedorismo feminino. “Os números mostram que ainda existe um caminho importante a percorrer para ampliar a presença das mulheres como empregadoras. Ao mesmo tempo, indicam o potencial de transformação que existe quando elas recebem apoio concreto para desenvolver seus projetos e expandir seus negócios”, afirma.

Assessoria de Imprensa Sicredi

 

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