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Motoboys querem montar cooperativa
Motoboys querem montar cooperativa

Motoboys estão na moda. Já se tornaram personagem de novela na Globo. Viraram público-alvo de concurso de beleza, como o "Musa Motoboy". Os moços das motos ganharam, até mesmo, um evento próprio, o "Motoboy Festival", no começo deste ano, em São Paulo. Mas, holofotes à parte, aqueles que trabalham com motofrete ainda são uma classe trabalhadora fora da lei quando o assunto é direito trabalhista.

Pelas ruas, é comum encontrar profissionais sem carteira assinada. Muitos deles trabalham com moto própria e bancam os custos com combustível. Parte das empresas que congrega motofretistas não fornece cesta-básica, nem plano de saúde. Seguro de vida é algo utópico.

"Uma boa saída para a categoria seria formar uma cooperativa", acredita o motoboy Fábio Rogério de Almeida, de 27 anos - cinco deles em cima de uma moto, para prestar serviços de entrega rápida a empresas. "Uma central do motoboy poderia, até mesmo, fornecer nota fiscal, que é uma exigência daqueles que contratam nossos serviços."

Outro motoboy, que pede para não ser identificado (com receio de perder o emprego, em uma empresa de entregas) acredita que a cooperativa resolveria os principais problemas da categoria. "Nós nos sentimos abandonados à própria sorte. Quando sofremos um acidente em serviço, temos que arcar com todos os custos. É necessária união para termos mais tranqüilidade no nosso dia a dia", opina o jovem que trabalha há seis anos nas ruas.

Fonte: Jornal de Jundiaí - SP em 15/05/2006

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