Artigos
A opção das cooperativas de crédito
As tarifas avulsas de serviços bancários subiram até 328% entre abril de
2008 e fevereiro de 2010. O percentual é 33 vezes maior que a inflação
do período (9,8%). Nos pacotes de serviços, a maior variação foi de
65,8%, sete vezes superior à inflação. Os dados são de estudo do
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Para as pessoas
físicas e jurídicas, as micro, pequenas e médias empresas e as
cooperativas empresariais e de livre admissão existe uma alternativa
mais vantajosa no mercado financeiro. São as cooperativas de crédito,
que não têm por objetivo o lucro, mas por meio da cooperação oferecer
aos associados acesso simples a produtos e serviços financeiros com
taxas e tarifas menores do que as oferecidas por outras instituições
financeiras tradicionais.
Isto permite maior inclusão de pessoas
ao sistema “bancário”, bem como protege a renda dessas pessoas, por
permitir economia em relação aos bancos, além de devolver o resultado
(lucro).
Em Santa Catarina, o maior sistema de cooperativas de
crédito é o Sistema das Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), que
completa 25 anos em 2010 com 275 agências em 197 municípios.
Com
atuação cada vez mais presente nos centros urbanos, e também nas áreas
rurais, onde impulsionam a produção de alimentos, o cooperativismo de
crédito oferece todas as garantias de um banco, basicamente os mesmos
produtos, e muitas vantagens. Por não visarem ao lucro, podem oferecer
taxas de juros mais baixas – entre outros ganhos. O melhor deles é que
tudo aquilo que num banco corresponde ao lucro e que numa cooperativa é
denominado de “sobras” volta para o cliente na forma de capitalização da
cooperativa e/ou diretamente em sua conta corrente. Porque numa
cooperativa de crédito as decisões são em assembleias gerais, nas quais
cada associado tem um voto. Mais do que um cliente, ele é o dono da
cooperativa.
As cooperativas de crédito respondem por cerca de 2%
dos recursos movimentados pelo sistema financeiro do País. O grande
desafio é mostrar para a sociedade que o banco que o cliente sempre quis
não é banco. É uma cooperativa de crédito.
Rui Schneider da Silva, Presidente do Sicoob SC
Artigos sobre Cooperativismo