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Mulher no cooperativismo
Mulher no cooperativismoPor Artigos sobre Cooperativismo

Cláudio Zambello


“3 de julho - Dia internacional do Cooperativismo”


A mulher vem ocupando o seu papel na sociedade, ao longo dos tempos. Desde o final da Segunda Grande Guerra Mundial sua função social tem passado por uma constante metamorfose, pois, até então, ela ficava enclausurada em casa cuidando dos filhos. A partir dessas mudanças na sociedade, passou a fincar os pés nos negócios, até então administrados pelos maridos.


Isso fez com que os negócios em cooperativas brasileiras contassem parcialmente com a participação da mulher. Essa, porém, não é a realidade internacional. Existem países em que as mulheres formam a totalidade da administração e do corpo de cooperados. Tanto que, no Dia Internacional do Cooperativismo, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) dedica este ano ao tema "A mulher e o cooperativismo - Conquistas e desafios para o empoderamento feminino".


Enpowerment, ou empoderamento, é a ação coletiva desenvolvida pelos indivíduos quando estes participam de espaços privilegiados de decisões, de consciência social dos direitos sociais. O tema escolhido para o Dia do Cooperativismo tem por objetivo abrir os olhos do público feminino diante das cooperativas, seja ocupando cargos nos diversos setores, de funcionárias, cooperadas e conselheiras das cooperativas.


Piracicaba tem aproximadamente 20 cooperativas, muitas das quais reconhecidas pela Ocesp (Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo), órgão máximo do cooperativismo paulista. A maioria delas não foge à regra nacional, na qual a mulher tem 40% dos cargos de funcionários e 12% nos cargos diretivos. Na odontologia, por exemplo, essa incidência ultrapassa aos 50% da participação feminina como cooperada.


O empoderamento possibilita a emancipação individual como leva à consciência coletiva necessária para a superação daquilo que foi apregoado por décadas : a dependência social e dominação política.


A inclusão que a ACI se propõe este ano tem por objetivo principal gerar autonomia econômica e trabalho decente para a população feminina, ofertando ganhos para toda a sociedade. É intenção, também, ressaltar o papel das cooperativas na redução das disparidades sócio-econômicas, contribuindo com a redução da disparidade existente no que se chama de justiça social.


Margaret Tatcher, Indira Gandhi, Cristina Kirchner ou Michele Bachelet são exemplos de mulheres que, no poder ou no cenário político, tiraram o estigma de que mulher tem a função de prover as necessidades do lar. E deixaram ou ainda deixam sua marca na história.


É aí que vemos a essência da comemoração deste dia do cooperativismo, uma vez que seu tema confronta com cinco componentes de sucesso : o sentimento de auto-estima; o direito de votar e ser votada; de ter acesso a oportunidade e recursos; poder controlar suas próprias vidas (dentro ou fora de casa); e sua capacidade de influenciar nas mudanças na sociedade.


Resumindo, a união faz a força e com a inclusão da mulher seremos mais fortes no cooperativismo !


Cláudio Zambello é cirurgião-dentista, cooperativista desde 1981, presidente das cooperativas Uniodonto e Credsaúde, vice-presidente da Uniodonto Paulista e ex-conselheiro da Cecresp e Ocesp
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