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A Bolsa Atleta
Diz a sabedoria popular que todo homem precisa plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Acho que não precisa tanto, mas que todo homem precisa, ao longo de sua existência, desenvolver ações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida de seus comuns, não tenho dúvida. Não é necessário que seja uma ação grandiosa, com atos heróicos ou coisa assim. Pode ser coisas simples, mas que, de uma forma ou de outra incida positivamente na comunidade ou no grupo social a que pertence. Talvez uma ação solidária, ou mesmo uma atividade sindical por melhorias de condições de trabalho ou até um ato político de relevância ou mesmo a contribuição para a eleição de pessoas comprometidas com o bem-estar comunitário.
Na minha curta trajetória política, acredito já ter elaborado diversas ações que atuam, diretamente, na melhoria da qualidade de vida de muita gente no Acre. Destaco como exemplo, as leis que criaram o Programa Estadual de Economia Solidária, o ICMS Verde, o Programa Bolsa Atleta, a Lei dos Engenheiros e a Lei do Cooperativismo, todas de minha autoria.
Destes, gostaria de ressaltar o Programa Bolsa Atleta. Talvez esta tenha sido a lei mais oportuna para o desenvolvimento e crescimento do esporte acreano, haja vista que se avizinha a realização da primeira Olimpíada em solo nacional. Em 2016, o Rio de Janeiro vai sediar a mais importante competição esportiva do mundo. Serão mais de uma centena de países competindo em diversas modalidades e o Acre deve, a partir de agora, se preparar para não ser apenas expectador, mas, também, ter participação ativa com atletas bem preparados e motivados, seja na modalidade esportiva que for.
A lei possibilita que atletas de competição com desempenho de alto rendimento tenham direito a uma bolsa em dinheiro que lhes ajude a custear o treinamento. Os valores variam de R$ 300 a R$ 1 mil.
Apesar de ela ter sido apresentada por mim e gestada no meu gabinete, a Lei do Bolsa Atleta tem paternidade coletiva. Ela foi elaborada com base na discussão com os movimentos ligados ao esporte, ouvindo atletas e promotores esportivos e nasceu do sonho de muita gente que gostaria de ver jovem acreanos engajados no esporte e longe das drogas, longe da violência e longe do mundo do crime.
Quero aqui ressaltar, também, o empenho de meus pares na Assembléia Legislativa. O projeto de lei que criou o programa foi apresentado, lido e debatido pelo conjunto de parlamentares da casa e, ao final, foi aprovado por ampla maioria de votos. Percebe-se aí o engajamento desta legislatura com as questões de caráter social.
Engajamento maior tem sido o do governo do Estado que, após a regulamentação da lei, não tem medido esforços para que o programa seja implantado em todos os municípios acreanos. Essa é uma garantia de que jovens atletas de todo o Estado estarão sendo beneficiados.
Eis, portanto, o porquê desse projeto ser tão importante para mim. Sua abrangência e aplicabilidade oferecem à juventude uma oportunidade de uma vida melhor no esporte. Vê-lo ativo é como ver um filho que cresce e se desenvolve rumo a uma maioridade sadia. Perceber que seus objetivos estão sendo alcançados e superando os inicialmente propostos equivale a provar do fruto doce de uma árvore produtiva germinada de uma semente de sonhos e, por fim, perceber que meus atos propiciam mais qualidade de vida a meus irmãos acreanos, é como compor poesias que serão declamadas toda vez que alguém se sentir feliz com essas ações.
Taumaturgo Lima