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Primeiro dia de feira propicia experiências novas para a agricultura familiar brasileira

27/06/2017

O primeiro dia da Saitex - Feira Internacional da África do Sul, neste domingo (25), foi um dia produtivo para a agricultura familiar brasileira. Os oito empreendimentos que estão no país com o apoio da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) puderam ter contato com outros nichos de mercado e principalmente buscar informações sobre produtos orgânicos consumidos no país. Para veteranos e novatos presentes no evento, o dia foi de experiências positivas e contatos para a prospecção de vendas.

A Cooperativa Regional Agropecuária Sul Catarinense (Coopersulca), que reúne mais de 2 mil famílias agricultoras em Santa Catarina, levou variados tipos de arroz para a Saitex. É a segunda vez da cooperativa na África do Sul. Segundo Luiz Fernando Bendo, diretor de comunicação e representante da Coopersulca na feira, os primeiros contatos não foram com consumidores finais, nem donos de grandes estabelecimentos. "Fizemos aproximações bastante produtivas com pessoas que têm comércios de distribuição de produtos. Uma senhora levou alguns produtos para testar e nos deixará a impressão dela no último dia da feira", conta Luiz.

A feira internacional está na 24ª edição. Ao todo, são mais de 400 expositores de 25 países. A média de público nos três dias de evento é de 14 mil pessoas.  O estande da agricultura familiar na Saitex promoverá as cooperativas e produtos brasileiros que têm capacidade de exportação. O público da feira é formado não só por países do continente africano, mas também da Ásia e Europa. Nas últimas edições, os produtos do Brasil foram negociados no mercado chinês e europeu.

Para a Fazenda Bacuri, cooperativa de produtos da Amazônia, como jenipapo, jambo, cupuaçu, buriti, açaí, murici, taperebá, o dia foi de novas experiências. Este foi o ano da estreia do empreendimento na Saitex. "Foi muito interessante. Tivemos muita gente interessada em provar os produtos. Quando falava que era da Amazônia, ficavam logo curiosos. Essa é a nossa primeira vez e não esperávamos tamanha receptividade. Foi muito bom", avalia a produtora e presidente da Fazenda Bacuri, Hortência Osaqui. A Fazenda começou sua história em 2009. Expandiu o trabalho e, atualmente, é uma agroindústria de frutas típicas do Pará. As frutas se transformam em doces, geleias, licores e polpas concentradas pelas mãos dos agricultores familiares.

Visitas técnicas

No sábado (24), os agricultores também puderam aprender como funciona a dinâmica dos mercados da África e conhecer produtos similares aos que eles produzem no Brasil. Foi um dia de visita técnica a um supermercado da região, o Checkers Hyper. Os produtores tiveram a chance de avaliar a aceitação dos alimentos brasileiros e de analisar possíveis negócios. "O mais importante para eles foi saber se o supermercado tem negócios com o Brasil; verificar quais são os produtos similares aos que estão sendo negociados pela agricultura familiar, na Saitex; e verificar valores dos produtos, além de obter conhecimento sobre embalagens", explica a consultora de Promoção Comercial da Subsecretaria de Agricultura Familiar (SAF) da Sead, Monica Batista.

A feira

A Saitex é o maior evento de negócios multissetorial do continente africano. É uma oportunidade de prospecção de negócios e não é permitida a venda direta da produção aos visitantes. O objetivo é promover a exportação e apresentar os produtos para grandes compradores, como mercados varejistas, promover rodadas de negociações e também auxiliar os agricultores nas transações comerciais. Além da Sead, outros órgãos brasileiros estarão presentes na Saitex, entre eles o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Leia mais sobre a participação da Sead na Saitex aqui.

Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário